Polícia prende 11 pessoas por conexão com morte de professor decapitado por terrorista na França

Samuel Paty foi decapitado em frente à escola em que trabalhava no subúrbio de Paris, depois de ter mostrado caricatura do profeta Maomé em aula sobre liberdade de expressão, irritando país muçulmanos
  • Por Redação
  • 18 out, 2020

Neste domingo (18), a polícia francesa prendeu a 11ª pessoa por possível ligação com o terrorista que decapitou o professor de história Samuel Paty, em plena rua do subúrbio de Paris, em um ataque islâmico após o professor ter mostrado caricatura do profeta Maomé durante aula sobre liberdade de expressão, irritando vários pais muçulmanos.

Quatro parentes próximos do assassino foram presos logo após o ataque e cinco foram detidos horas depois do atentado, incluindo um pai de um aluno da escola onde o professor trabalhava e um conhecido dele que estava nas listas dos serviços de inteligência, de acordo com o promotor antiterrorismo, Jean-François Ricard, informou a Reuters. Uma décima pessoa foi colocada sob custódia ainda no sábado (17).

Ainda segundo Ricard, uma mensagem postada pelo assassino no Twitter com o corpo da vítima dizia: "Em nome de Alá, o mais amável, o mais misericordioso, ... ao (Presidente Emmanuel) Macron, líder dos infiéis, executei um de seus cães infernais que ousou depreciar (Profeta) Maomé". 

O terrorista, de origem chechena, foi morto a tiros pela polícia logo após o ataque.