Com Biden, contribuintes americanos são novamente forçados a financiar o aborto a nível global

A ordem executiva de Biden cancela a regra pró-vida apelidada de "Política da Cidade do México", que havia sido restabelecida pelo presidente Donald Trump
  • Por Redação
  • 28 jan, 2021

Nesta quinta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou uma ordem executiva para anular a política pró-vida conhecida como "Política da Cidade do México", que proibia organizações estrangeiras que recebem ajuda financeira dos EUA de promover ou realizar abortos como método de planejamento familiar ao redor do mundo. 

Instituída em 1984 pelo então presidente republicano Ronald Reagan, em uma conferência da ONU sobre população na capital mexicana, a "Política da Cidade do México" fez com que os fundos de planejamento familiar só pudessem ir para grupos que concordassem em não realizar abortos ou fazer lobby em países estrangeiros na tentativa de derrubar suas leis pró-vida. Desde então, a política tem sido cancelada ou retomada, dependendo do partido político que ocupe a Casa Branca. Em cada administração democrata (esquerda nos EUA), a política é revogada; quando os republicanos (direita nos EUA) se tornam presidentes, ela é novamente reinstaurada. 

A ordem executiva de Biden cancela a regra pró-vida, que foi reestabelecida e estendida pelo presidente Donald Trump poucos dias depois de assumir o cargo em janeiro de 2017 e atingiu fortemente a poderosa organização Planned Parenthood.

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"Em todo o país e em todo o mundo, as pessoas - especialmente mulheres, negros, indígenas e outras pessoas de cor, pessoas LGBTQ + e pessoas com baixa renda - não têm acesso aos cuidados de saúde reprodutiva. O presidente Biden também está emitindo um Memorando Presidencial para proteger e expandir o acesso a cuidados de saúde reprodutiva abrangentes. O memorando reflete a política da administração Biden-Harris para apoiar a saúde sexual e reprodutiva de mulheres e meninas e os direitos nos Estados Unidos, bem como em todo o mundo. Como memorandos emitidos pelo presidente Clinton e pelo presidente Obama antes dele, ele imediatamente anula a regra da mordaça global, também conhecida como Política da Cidade do México, que proíbe organizações sem fins lucrativos internacionais que fornecem aconselhamento sobre aborto ou referências de receber financiamento dos EUA", diz declaração emitida pela Casa Branca, usando o eufemismo "saúde reprodutiva" para descrever o aborto.

O anúncio chega um dia depois de duas pesquisas nos Estados Unidos revelarem que a maioria dos americanos apóiam as restrições ao aborto e apóia a proibição do financiamento do aborto pelos contribuintes no exterior e no país.

Embora Biden tenha, no discurso, pedido a “unidade” do país, já nos primeiros dias, ele está implementando a agenda de aborto mais radical que o país já viu.

“Canalizar dólares de impostos dos EUA para grupos de aborto no exterior é uma prática abominável que vai contra a 'unidade' que Joe Biden e Kamala Harris prometeram inspirar”, disse Marjorie Jones Dannenfelser, presidente da organização anti-aborto Susan B. Anthony List.

A política externa dos Estados Unidos - e as entidades estrangeiras que financiamos com bilhões de dólares em doações - deve consistentemente afirmar, cuidar e ajudar de forma tangível mulheres e crianças - incluindo bebês e meninos em gestação”, afirmou o deputado conservador Chris Smith.

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